Transportes 09/11/2025 13:33
A China testa um trem de levitação magnética que atinge 1.000 km/h, mais rápido que um avião comercial

A China acaba de avançar mais um passo rumo ao futuro da mobilidade terrestre com o teste de um trem de levitação magnética capaz de atingir 1.000 km/h.
O projeto, desenvolvido pela China Aerospace Science and Industry Corporation (CASIC), foi testado na província de Shanxi, no norte do país, e combina engenharia ferroviária e tecnologia aeroespacial.
O modelo é impulsionado por um sistema de levitação supercondutora dentro de um túnel de baixo vácuo, o que reduz o atrito e a resistência do ar a quase zero.
De acordo com o jornal estatal Global Times, a linha experimental construída em Yanggao, na cidade de Datong, possui cerca de dois quilômetros e foi projetada para validar o desempenho da estrutura, da suspensão magnética e da frenagem em condições controladas.
Os primeiros resultados foram considerados bem-sucedidos e abriram caminho para novas fases de desenvolvimento, com o objetivo de transformar o trem em um meio de transporte real, capaz de rivalizar com a aviação comercial em distâncias médias.
Durante os testes, o sistema de propulsão demonstrou estabilidade total e alta eficiência, confirmando que o princípio de operação é viável para futuras aplicações comerciais.
O plano chinês é usar essa tecnologia para conectar as principais megacidades do país, como Pequim e Xangai, encurtando o tempo de viagem de quase cinco horas para apenas noventa minutos.

O projeto também coloca a China à frente na corrida global por sistemas de transporte ultrarrápidos, desafiando os limites da engenharia e da física. O uso de levitação magnética elimina o contato direto entre as partes mecânicas, enquanto o ambiente de baixa pressão permite velocidades que ultrapassam com folga os trens-bala tradicionais, que operam entre 350 e 400 km/h.
De acordo com especialistas, a iniciativa da CASIC reflete uma estratégia nacional de longo prazo para dominar tecnologias emergentes em transporte, energia e infraestrutura.
Além de reforçar a imagem da China como líder em inovação, o trem de 1.000 km/h tem potencial para impulsionar novas indústrias ligadas à produção de ímãs supercondutores, sistemas de controle autônomo e materiais de alta resistência.
Apesar do entusiasmo, os desafios para transformar o protótipo em um sistema comercial são imensos. A construção de túneis de vácuo exige precisão milimétrica, altos custos e sistemas complexos de monitoramento e segurança. Especialistas ouvidos pela ABC News apontam que o investimento necessário pode ser até cinco vezes superior ao de uma ferrovia convencional.
A operação em velocidades tão elevadas também levanta preocupações quanto à estabilidade, travagem e evacuação em situações de emergência.
O professor Sun Zhang, da Universidade Tongji, explicou que o projeto ainda precisa de verificações de segurança em longo prazo e que as condições de operação exigem rigor extremo. Mesmo assim, o governo chinês já aprovou a expansão da pista experimental, o que indica confiança no avanço da pesquisa.
Outro ponto debatido é o custo-benefício em trajetos curtos, onde a vantagem de tempo pode não compensar o investimento. Ainda assim, o desenvolvimento dessa tecnologia cria uma base científica valiosa que pode beneficiar outros setores industriais, como o transporte de carga leve, a defesa e a exploração espacial.

O teste chinês reacendeu o interesse mundial por sistemas de levitação magnética e transporte de baixo vácuo, tecnologias que vinham sendo estudadas há décadas em projetos como o Hyperloop.
A diferença é que, desta vez, o sistema foi efetivamente construído e testado em condições reais. Caso seja validado em larga escala, poderá reduzir significativamente o uso de aviões em rotas domésticas e transformar o transporte de passageiros entre grandes centros urbanos.
Para o Brasil, o avanço representa uma oportunidade de observar de perto uma tendência que pode influenciar o futuro das ferrovias nacionais. Mesmo que o país ainda não possua estrutura para adotar trens dessa velocidade, os impactos indiretos, como a redução de custos de componentes e a transferência de tecnologia, podem surgir nos próximos anos.
No ritmo em que o país asiático avança, não seria surpresa se a primeira linha comercial desse tipo fosse inaugurada ainda nesta década. A China já possui o trem maglev mais rápido em operação no mundo, o modelo de Xangai, que alcança 600 km/h, e agora mira um patamar que poucos acreditavam possível há apenas alguns anos.
O que antes parecia ficção científica começa a se tornar realidade diante dos olhos do mundo, e o projeto de 1.000 km/h é a prova de que a China não pretende apenas acompanhar o futuro — ela quer construí-lo.
Deu em CPG

Descrição Jornalista
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