Política 19/10/2025 09:10
El Pollo” Carvajal afirma que Maduro usou verba pública para financiar Lula e outros líderes de esquerda

O ex-chefe da Inteligência e Contrainteligência Militar da Venezuela, Hugo “El Pollo” Carvajal, declarou à Justiça dos Estados Unidos que o regime de Nicolás Maduro utilizou fundos públicos e recursos da petroleira estatal PDVSA para financiar ilegalmente líderes e partidos de esquerda em vários países, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As revelações constam de um documento sigiloso obtido pelo portal espanhol The Objective e fazem parte da colaboração que Carvajal mantém com o Departamento de Justiça dos EUA, em busca de redução de pena.
O ex-general foi extraditado da Espanha em 2023 e responde a acusações de narcotráfico e narcoterrorismo ligadas ao Cartel dos Sóis, uma organização criminosa formada por militares venezuelanos.
Durante uma audiência realizada em 25 de junho, em Nova York, Carvajal admitiu culpa por crimes associados ao tráfico de drogas e revelou a existência de uma rede internacional de financiamento político comandada pelo governo chavista.
Segundo Carvajal, o esquema operou por pelo menos 15 anos, envolvendo pagamentos ilegais e remessas em dinheiro vivo para movimentos e lideranças políticas de esquerda na América Latina e na Europa.
“O governo venezuelano financia ilegalmente movimentos políticos de esquerda em todo o mundo há pelo menos 15 anos. Enquanto fui diretor de Inteligência e Contrainteligência Militar da Venezuela, recebi uma grande quantidade de relatórios selando que este financiamento internacional estava ocorrendo”, declarou o ex-general.
De acordo com o depoimento, recursos da PDVSA teriam sido destinados a ex-presidentes e atuais líderes políticos, entre eles:
“Todos eles receberam dinheiro enviado pelo governo venezuelano”, afirmou Carvajal.

O ex-chefe de inteligência disse ainda que o esquema se estendeu à Europa, onde partidos de esquerda também foram beneficiados. Segundo ele, o Podemos, da Espanha, e o Movimento 5 Estrelas, da Itália, receberam valores expressivos provenientes de Caracas.
O Movimento 5 Estrelas, conforme o documento, teria recebido 3,5 milhões de euros em espécie — o equivalente a R$ 22 milhões na cotação atual — com autorização direta de Nicolás Maduro, que à época ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores da Venezuela.
Carvajal relatou que o financiamento externo fazia parte de uma estratégia política de longo prazo para expandir a influência ideológica bolivariana e consolidar uma rede de alianças políticas e econômicas favoráveis ao regime.
Mesmo após Maduro assumir a presidência, segundo o ex-general, o plano continuou em operação, com o objetivo de fortalecer aliados e apoiar campanhas eleitorais estratégicas em diferentes países.
As informações fornecidas por Carvajal estão sendo avaliadas pelo Departamento de Justiça norte-americano e podem servir de base para novas investigações internacionais sobre o uso de verbas públicas venezuelanas em esquemas de influência política global.
Deu em ContraFatos

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