Política 06/10/2025 15:59
Lula teria pedido retirada da Lei Magnitsky, mas governo Trump não confirma tema da conversa

O governo brasileiro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao presidente norte-americano Donald Trump o fim das sanções impostas a autoridades brasileiras, durante a videoconferência realizada nesta segunda-feira (6).
No entanto, Washington não confirmou que o tema tenha sido abordado no diálogo.
De acordo com o Palácio do Planalto, o encontro virtual de cerca de 30 minutos ocorreu em “tom amistoso” e tratou de relações comerciais e cooperação diplomática.
A nota oficial informa que Lula solicitou a retirada das tarifas de 40% sobre produtos brasileiros e a suspensão de medidas restritivas baseadas na Lei Global Magnitsky, que pune autoridades acusadas de violar direitos humanos e de liberdade de expressão — legislação sob a qual o ministro Alexandre de Moraes (STF) foi incluído recentemente.
“O presidente Lula descreveu o contato como uma oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente. Recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Solicitou a retirada da sobretaxa de 40% imposta a produtos nacionais e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras”, diz o comunicado oficial.
Apesar da divulgação feita pelo governo brasileiro, autoridades norte-americanas não confirmaram que o fim das sanções tenha sido tema da conversa. Segundo fontes ligadas à Casa Branca, o foco da reunião teria sido comercial, especialmente as novas tarifas impostas por Washington sobre aço, alumínio e etanol brasileiros.
Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para negociar diretamente o assunto com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad.
Durante a videoconferência, Lula também sugeriu um encontro presencial com Trump na Cúpula da ASEAN, que será realizada ainda neste mês na Malásia. O presidente brasileiro reiterou o convite para que o republicano participe da COP30, marcada para 2025 em Belém (PA), e afirmou estar disposto a viajar aos Estados Unidos para manter o diálogo bilateral.
Participaram da reunião, além de Lula, os ministros Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Fernando Haddad (Fazenda), Sidônio Palmeira (Secom), Celso Amorim (Assessor Especial da Presidência) e o chanceler Mauro Vieira (Relações Exteriores).

Descrição Jornalista
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