História 02/02/2025 14:23
Pegadas perto de Pompeia revelam que pessoas fugiram de erupção do Vesúvio há 4 mil anos
Descobertas revelam pegadas de humanos e animais durante uma erupção do Vesúvio que teria ocorrido anos antes do incidente de 79 d.C.

Diversas pegadas humanas e de animais, deixadas por aqueles que fugiam da erupção do Monte Vesúvio, foram descobertas perto de Pompeia. No entanto, essas marcas são anos mais antigas do que a famosa erupção de 79 d.C., revelando que a população da região de Nápoles lida com catástrofes vulcânicas há milênios.
Essas impressões, datadas de aproximadamente 4.000 anos atrás, foram encontradas durante a construção de um oleoduto na área agrícola de Casarzano, perto da cidade de Nocera Inferiore, cerca de 13 quilômetros a leste de Pompeia.
Preservadas em camadas de material ejetado pelo vulcão, as pegadas oferecem um testemunho impressionante da fuga desesperada dos habitantes diante da fúria do Vesúvio, conforme divulgado pela Superintendência de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem das Províncias de Salerno e Avellino.
Acredita-se que essas marcas sejam resultados da chamada erupção de pedra-pomes de Avellino, ocorrida por volta de 1995 a.C., de acordo com o portal Live Science. Estudos indicam que essa explosão foi ainda mais devastadora do que a que sepultou Pompeia e Herculano, cobrindo vastas áreas agrícolas e pastoris sob metros de cinzas e pedra-pomes.
Essa não é a primeira evidência de uma fuga em massa durante essa erupção. Em 2001, arqueólogos descobriram uma trilha semelhante em Nola-Croce del Papa, uma vila do início da Idade do Bronze destruída pela mesma catástrofe. Segundo um estudo publicado na revista PNAS em 2006, milhares de pessoas evacuaram o local às pressas, e embora muitos tenham sobrevivido, a região permaneceu inabitável por séculos.
No entanto, escavações recentes revelam que as populações eventualmente retornaram. Evidências arqueológicas indicam a presença de uma aldeia com cabanas semicirculares datadas de 1200 a 900 a.C., no final da Idade do Bronze. Isso sugere que, apesar dos riscos, o território continuou sendo ocupado ao longo de milênios.
Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.
Deu em Aventuras na História

Descrição Jornalista
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