Violência 09/12/2024 15:14
Pedrinho matador: maior serial killer do Brasil mastigou o coração do próprio pai
Assassino que confessou ter cometido mais de 100 homicídios ficou conhecido na década de 1980, quando foi condenado a quase 300 anos de prisão. Conheça a história dele

Pedro Rodrigues Filho, mais conhecido como Pedrinho Matador, nasceu em 30 de outubro de 1954, em uma fazenda de Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais.
A violência marcou sua vida já no ventre: ele veio ao mundo com o crânio ferido devido aos chutes que o pai desferiu na barriga da mãe durante uma briga.
Pedrinho se tornou o maior serial killer brasileiro se considerarmos o número de mortes. Confessou mais de 100 homicídios, dos quais foi condenado por 71. Entre as vítimas, estão seu próprio pai, a quem ele dizia que matou por vingança pela morte da mãe.
Segundo o jornal O Globo, Pedro matou principalmente presidiários. Seja pois “não ia com a cara” do sujeito ou até porque a vítima “roncava demais”. Ele também tinha uma tatuagem que dizia: “mato por prazer” no braço esquerdo.
De acordo com estudo de caso apresentado por uma estudante de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o assassino teve uma infância simples e não pôde frequentar a escola, trabalhando desde muito novo. O pai dele, Pedro Rodrigues, era lavrador e agredia fisicamente o filho, assim como a mulher.
Aos 9 anos, Pedrinho ajudava o avô em um matadouro de bois em Varginha, onde os dois costumavam consumir o sangue de bovinos, de acordo com o jornal Estado de Minas. Além disso, o garoto teria aprendido a atirar ainda na infância, quando saia para caçar animais com seu avô.
Pedro sentiu vontade de matar pela primeira vez aos 13 anos, quando um primo de 26 anos o agrediu. Para revidar, ele teria emboscado o parente e o empurrado em uma moenda elétrica de cana, onde o braço do jovem foi esmagado e dilacerado.
Pedrinho falava dessa e de outras histórias, embora com algumas contradições. Ele já disse, por exemplo, que cometeu seu primeiro homicídio quando tinha apenas 14 anos, quando executou com tiros de espingarda o prefeito de uma cidade em Minas Gerais. Segundo o G1, o criminoso afirmou que a vítima fora o governante de Santa Rita do Sapucaí. Porém, na realidade, o político morreu de causas naturais em 1983.
Outra possibilidade citada por Pedrinho Matador era a de que o crime teria acontecido no Distrito de Santa Rita (MG). A motivação, segundo o assassino, teria sido uma resposta pela demissão injusta de seu pai. Ele foi acusado de roubar mantimentos de uma escola onde trabalhava como vigia noturno.
Contudo, o verdadeiro ladrão da escola não seria o pai de Pedrinho Matador, mas, sim, outro vigia, que Pedro disse ter matado a tiros um mês depois. Para evitar ser preso, o assassino fugiu para a casa dos padrinhos, em uma favela de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
Em Mogi das Cruzes, Pedro Rodrigues passou a roubar bocas-de-fumo e a matar traficantes, tendo também passado a viver junto de Botinha, viúva de um líder do tráfico. A mulher acabou morta eventualmente pela polícia.
Aos 17 anos, Pedrinho logo se apaixonou novamente, desta vez por Maria Aparecida Olímpia — cujo nome o bandido tatuou no braço, perto da inscrição “Sou capaz de matar por amor”. Não demorou para que ela engravidasse, mas morreu antes de ter o bebê. Foi encontrada por Pedro assassinada a tiros em casa.
Atrás de um culpado, o criminoso matou e torturou várias pessoas. Até que o mandante do assassinato de Maria, um antigo rival, apelidado “China”, foi delatado por uma ex-mulher.
Pedro matou “China” e outros seis membros da gangue rival ao invadir uma cerimônia de casamento, deixando outros 16 feridos. Novamente, buscou abrigo na casa de parentes para fugir da prisão, mas a violência continuou: matou com uma espingarda o pai do bebê de sua prima, que não queria assumir a criança.
Aos 18 anos, Pedrinho Matador foi preso após denúncia do pai de uma namorada. Ele perdeu contato com sua quadrilha e aprendeu a ler e escrever. Porém, continuou cometendo assassinatos em série na cadeia.
Em matéria publicada em agosto de 1986 pelo Estadão, Pedrinho Matador dizia não se arrepender de seus crimes. “(…) Não mexo com ninguém, levo minha vida. Mas se atravessarem meu caminho, mato mesmo. Todos que matei quiseram me desafiar, me enfrentar. Quando dou meu primeiro golpe, não me controlo mais. Sou assim mesmo. Mato, mato e mato”, afirmou.
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A vítima mais notável foi o próprio pai, a quem matou com golpes de faca. O homicídio aconteceu aos 20 anos de idade, quando ambos estavam presos. Na ocasião, Pedrinho Matador teria mastigado o coração do homem.
O assassino revelou o ato horrendo durante entrevista ao Cometa Podcast, em 2021, aos 68 anos. “Eu matei meu pai na cadeia. Estava preso já, fiquei 42 anos preso. Meu pai também estava, eu arrumei um ‘bem bolado’ e cheguei até a cela dele”, disse.
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Segundo o serial killer, após ele ser liberado pela Justiça para ir ao velório da mãe, jurou vingança ao lado do caixão, e disse que iria comer o coração do pai. “Mas eu só mastiguei [o coração]. Cortei o bico do coração e mastiguei, e joguei em cima do corpo”, explicou, ainda durante o podcast.
O assassino em série disse ainda que o pai matou a mãe devido uma suposta traição. Porém, Pedrinho acredita que ela nunca foi infiel. “Minha mãe era da [igreja] Cristã do Brasil, por 12 anos. Por causa de uma mentira, ele estragou minha família toda”, declarou. “Ele matou a minha mãe, e só não matou meus irmãos porque eles saíram correndo, e, lá fora, os vizinhos recolheram. Eu estava preso já. Mas ele ia matar todo mundo”.
Um laudo pericial de 1982, feito por dois psiquiatras, diz que a maior motivação de Pedro era “a afirmação violenta do próprio eu”. Ele foi diagnosticado com “caráter paranoide e anti-socialidade”. Acabou transferido diversas vezes ao longo de sua vida no sistema prisional.
Segundo o jornal O Globo, o assassino, condenado a quase 300 anos de prisão na década de 1980, deveria ser solto da cadeia em 2003, já que o Código Penal brasileiro, alterado em 2019, não permite que alguém cumpra pena privativa de liberdade por mais de 40 anos.
Devido a delitos cometidos enquanto esteve encarcerado, a pena do assassino foi estendida até 2007, quando foi solto pela primeira vez. Passados quatro anos, ele foi preso novamente, devido a novas condenações por crimes praticados na prisão, voltando à liberdade em 2018.
Pouco antes de sair da cadeia, em entrevista ao apresentador Marcelo Rezende, na Record, ele revelou que “gostaria” de assassinar o Maníaco do Parque, outro assassino em série brasileiro, que matou e estuprou 11 mulheres no Parque do Estado, em São Paulo.
“Tem um monte aqui para ser morto [na cadeia], rapaz, inclusive um que chegou esses dias lá, não posso ver ele de longe que já me dá o maior nojo… aquele estuprador que matou mulher, o Maníaco do Parque, me dá nojo quando vejo esse cara”, disse Pedrinho.

Descrição Jornalista
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