Futebol 25/08/2024 09:19
Marlon Freitas assume papel de líder incendiário do vestiário do Botafogo
Da piscadela à faixa de capitão. Orador com discursos inflamados, volante vai enterrando 2023 e construindo nova história no Glorioso

Na virada do ano, a torcida do Botafogo pregou Marlon Freitas sobre a cruz.
Afinal, o volante foi um dos rostos da derrocada histórica de um título que estava nas mãos para um melancólico quinto lugar no Campeonato Brasileiro.
No Carioca, a cada toque na bola, apupos.
O lateral-esquerdo Marçal, o meia Eduardo e até mesmo o centroavante Tiquinho também não receberam, naquele instante, afagos.
Meses depois, o camisa 17 é o líder incendiário do vestiário. Assim, coube a ele – único remanescente, entre os titulares, do fatídico ano passado -, reconquistar a confiança e o respeito da galera.
A trajetória de Freitas mudou radicalmente. Da água para o vinho.
O volante termina 2023 com a imagem da piscadela, antes de o Botafogo permitir ao Palmeiras um 4 a 3 que antes era um 3 a 0 favorável à Estrela Solitária.
Em 2024, porém, o meio-campista, com a braçadeira de capitão, se notabiliza por discursos inflamados antes de o Glorioso entrar em campo, fora de casa ou no Nilton Santos. Dentro das quatro linhas, acumula, também, boas apresentações.
Hoje, vive lua de mel com a maior parte do público alvinegro. Em março, aliás, a torcida até cantou “parabéns” na data do seu aniversário.
‘Não queria estar do outro lado’, discursa o volante do Botafogo
Nas oitavas de final da Copa Libertadores, antes de o Botafogo eliminar o Palmeiras, em pleno Allianz Parque, Freitas voltou a assumir a responsabilidade de contagiar o restante do elenco.
Com o dom da palavra, ele, então, cobrou personalidade dos companheiros.
“Não tem muito o que falar, todo mundo sabe da importância do jogo, são os primeiros 90 minutos, na nossa casa, quem manda aqui é o Botafogo. Foi muito difícil chegar aqui. Ele (Artur Jorge) chegou e falou que nos classificaríamos. Compramos a ideia e classificamos. E vou falar de novo, nós vamos classificar. Foi a coragem que nos trouxe até aqui. Ninguém acreditava, nós classificamos, estamos aqui. Bota a bola no chão, joga, sem medo de errar. Não queria estar do outro lado para encarar o Botafogo. Vamos correr para c******”, bradou Freitas.
As imagens da “Botafogo TV” mostram um jogador obstinado por concretizar a volta por cima.
Ou seja, erguer uma taça, ao fim da temporada, é o único desfecho possível para o volante alvinegro. Seja a Libertadores ou o Brasileirão.
Pode ser no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, ou em qualquer estádio nacional. O importante é sepultar, enfim, 2023 e colocar um caneco sobre aquela lápide.
Deu em Portal Terrra

Descrição Jornalista
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