Consumidor 14/08/2024 11:24
Natal tem a refeição fora de casa mais cara do Nordeste
A pesquisa, divulgada pela Associação Brasileira das Empresas de Benefício ao Trabalhador (ABBT), mostra que o trabalhador gasta em média 35% da renda em alimentação fora do lar.

Com um valor médio de R$56, Natal ocupa a primeira colocação das capitais do Nordeste entre os maiores preços de refeições fora de casa.
A pesquisa, divulgada pela Associação Brasileira das Empresas de Benefício ao Trabalhador (ABBT), mostra que o trabalhador gasta em média 35% da renda em alimentação fora do lar, considerando o salário médio da região em R$2.104,00 e saída durante 22 dias do mês.
Para William Eufrário, economista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), esse valor elevado pode ser principalmente associado à constante busca por insumos fora do território potiguar e necessidade de um maior planejamento na operação.
“Nesse setor de alimentos, as perdas são grandes. Principalmente se você não fizer um planejamento e um acompanhamento minucioso”, explica.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE visitou um restaurante com grande circulação localizado nas proximidades das Avenidas Romualdo e Nevaldo Rocha.
De acordo com a tabela de preço desta terça-feira (13), o consumidor gasta R$84,90 no quilo do self-service do buffet, com possibilidade de aproveitar promoções de preço fixo de R$40,00 ou menos, de acordo com a pesagem.
Luana Luna, 29, é uma consumidora assídua de alimentação fora da residência. Diante da rotina de servidora pública, ela almoça todos os cinco dias da semana em restaurante, junto ao marido.
“Sou cliente recorrente, nós dois gastamos em média cerca de R$80,00 por dia nessa refeição”, explica.
A situação também é parecida de Iran Fernandes, 42, que dificilmente conseguir ir para casa durante o horário do almoço e concorda que hoje existe um alto custo para alimentação.
“Em alimentação total da família, gastamos cerca de R$ 3 mil por mês”, estima. No entanto, por também estar no cenário de empreendedor, Iran compreende os altos custos que existem para manter um negócio.
Na visão de Henrique Barbalho, empresário há 13 anos no ramo de restaurantes, a justificativa do preço praticado está principalmente atrelado a oscilação da demanda, considerado um grande gargalo de custo da operação.
“Mesmo que a gente se prepare, é algo que não temos como prever. Tem dia que lota e tem dia que não”, pontua.
Ele relembra casos em que determinados dias seguem um padrão de circulação e repentinamente surge uma queda brusca, necessitando cobrir esse gasto gerado na preparação dos alimentos.
Outra justificativa apresentada por Henrique está em uma forte carga tributária, com o pagamento de impostos.
Na ponta do lápis das duas unidades que possui, o empresário afirma que hoje “o custo operacional financeiro é igual ao custo dos insumos”.
Na principal unidade, o restaurante conta com aproximadamente 50 colaboradores.
Em todo Brasil, Florianópolis (SC) foi a capital que registrou o preço médio mais alto, atingindo R$ 62,54.
Outras capitais que se destacaram foram o Rio de Janeiro (RJ), com R$ 60,46, e São Paulo (SP), onde o preço médio foi de R$ 59,67.
No levantamento nacional, a pesquisa da ABBT mostra que a média do brasileiro na refeição completa fora de casa é de R$51,61.
Apenas na região Nordeste, a média cai para R$49,09, ainda com um aumento de 13% na comparação ao ano passado.
O Sudeste ocupa a primeira colocação entre os gastos médios, com R$54,54. Nas demais regiões, as médias ficam em R$48,91 no Sul, R$45,51 no Norte, e por último R$45,21 no Centro-Oeste.
Entre março e maio de 2024, foram pesquisadas 51 cidades em 4.502 estabelecimentos distribuídos pelas cinco regiões do país.
O estudo define refeição completa como um prato servido em self-service, acompanhado de bebida não alcoólica, sobremesa e cafezinho.
Como economizar?
William Eufrásio mostra que é possível diminuir esse comprometimento de renda com alimentação fora do lar com pequenas ações. De acordo com o economista, é necessário pesquisar e buscar opções mais baratas quando for oportuno.
“É preciso observar locais que vendem esses alimentos, apresentando uma qualidade aceitável e com um preço mais barato. Outra questão é fazer substituição pela boa e velha marmita, que muitas vezes pode ser até mais saudável do comer ficar comendo fora”, explica.
Segundo os cálculos de William Eufrásio, essas ações praticadas pelo menos uma vez por semana podem gerar uma redução para até 25% no impacto da renda do consumidor.
Deu em Tribuna do Norte

Descrição Jornalista
Roberto Firmino posta foto vestindo nova camisa branca do Botafogo
18/06/2026 19:58
Caso Master chega ao PT. E essa mancha vai ser difícil de remover
18/06/2026 16:42
Pix, etanol e pirataria: O que motiva novo tarifaço dos EUA contra o Brasil
02/06/2026 07:35 241 visualizações
Governo do RN lança ‘Selo Azul Ambiental’ e inaugura auditório no Parque Estadual Mata da Pipa
03/06/2026 05:00 192 visualizações
Você não está vivendo, só sobrevivendo? 6 sinais de que você só está ‘aguentando’ os dias
03/06/2026 09:13 191 visualizações
TSE divulga divisão do fundo eleitoral, e PL e PT receberão maiores fatias. Veja lista completa
04/06/2026 08:21 189 visualizações
Alcione se pronuncia sobre falha em execução do Hino Nacional: ‘Estão acabando comigo’
04/06/2026 09:08 189 visualizações
Freedom Ship: empresa apresenta a primeira megacidade flutuante do mundo, com 1,6 km
03/06/2026 08:38 184 visualizações
PoderData: 52% de quem conhece Janja desaprova sua participação no governo
05/06/2026 13:10 175 visualizações
Fadiga eleitoral desafia Lula, 80, terceiro governante há mais tempo no poder no Brasil
07/06/2026 10:34 162 visualizações
Delação de Vorcaro revelou novo contrato milionário com Viviane Barci
03/06/2026 17:59 161 visualizações