Os números são incertos, mas estima-se que entre 500 mil e 1 milhão de pessoas foram mortas e cerca de mais um milhão foram presas em campos de concentração.

Os detalhes do massacre só se tornaram conhecidos quando arquivos que pertenciam à embaixada dos EUA em Jacarta se tornaram públicos em 2017.

Além de detalhar a campanha de extermínio do exército indonésio, os documentos

também confirmavam que os EUA forneceram listas de funcionários comunistas,

equipamento de rádio e dinheiro para Suharto.

5. As cinzas de Hideki TojoTojo em 1948 durante seu julgamento. (Fonte: GettyImages)Tojo em 1948 durante seu julgamento. (Fonte: GettyImages)

A 2ª Guerra Mundial tornou amplamente conhecidos os crimes cometidos pelos nazistas.

Porém, os alemães não foram os únicos responsáveis por crimes de guerra durante o conflito.

O Japão também foi responsável por ordenar, autorizar e permitir o tratamento desumano de civis e

prisioneiros.

E um dos principais responsáveis por autorizar esses atos foi Hideki Tojo, primeiro-ministro japonês durante a Segunda Guerra Mundial.

Tojo foi julgado no Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente — o equivalente asiático aos Julgamentos de Nuremberg — e sua execução aconteceu em dezembro de 1948.

Porém, o destino de seus restos mortais permaneceram em absoluto segredo até 2021. O objetivo era impedir que nacionalistas japoneses tratassem seu túmulo como um local de adoração.

Quando os documentos sobre o caso se tornaram públicos, foi revelado que as cinzas cremadas de Tojo, junto com as de outras seis pessoas executadas com ele,

foram espalhadas de um avião do Exército dos EUA sobre o Oceano Pacífico.