Psicologia 02/07/2023 11:00
3 coisas com as quais não conseguimos sonhar
Estudos sugerem que os sonhos derivam mais da nossa imaginação (memórias, pensamentos abstratos e desejos bombeados pelo cérebro) do que da percepção (as experiências sensoriais vívidas que você coleta em seu cérebro anterior).

Ainda não se sabe ao certo por que as pessoas sonham ou de onde os sonhos vêm.
Ao longo dos anos, os especialistas concluíram que sonhar ajuda a consolidar e analisar memórias (como habilidades e hábitos), e serve como um “ensaio” para várias situações e desafios enfrentados durante o dia.
A maioria dos nossos sonhos acontece durante o sono REM (movimento rápido dos olhos) pelo qual passamos durante a noite, e estudos do sono já mostraram que nossas ondas cerebrais são quase tão ativas durante os ciclos REM quanto quando estamos acordados.
Acredita-se que o tronco cerebral gera o sono REM e o prosencéfalo gera os sonhos, portanto, se este for lesionado, as pessoas entram em sono REM, mas não são capazes de sonhar.
Estudos sugerem que os sonhos derivam mais da nossa imaginação (memórias, pensamentos abstratos e desejos bombeados pelo cérebro) do que da percepção (as experiências sensoriais vívidas que você coleta em seu cérebro anterior).
Seja como for, todo mundo sonha, o que varia é o quanto as pessoas se lembram ou não, mas essas são as três coisas com as quais não somos capazes de sonhar.
(Fonte: Getty Images)
A esmagadora maioria das pessoas simplesmente não consegue sonhar de maneira vívida com um celular.
O Psychology Today observou em um estudo com 16 mil entrevistados que os celulares aparecem em apenas 4% dos sonhos. Isso é estranho, afinal, os aparelhos são o que mais tomam tempo e ocupam espaço na vida das pessoas ultimamente.
Alice Robb, autora de Why We Dream: The Transformative Power of Our Nightly Journey, disse em entrevista ao The Cut que uma razão provável para qual os celulares tendem a não aparecer em nossos sonhos é que eles são uma invenção relativamente recente.
Os sonhos são primordiais e tocam em uma parte da mente humana bastante antiga, denominada “hipótese da simulação de ameaças” – teoria de que os sonhos estão nos preparando para lidar com situações estressantes e de risco de vida com as quais nos deparamos no mundo real.
E, uma vez que os aparelhos ainda são muito recentes, eles não conseguem ocupar seu lugar entre os medos mais básicos da humanidade.
Mas existe uma exceção, como Robb acrescentou em sua entrevista. Quando os celulares aparecerem com frequência em nossos sonhos, certamente será em um contexto de outra emoção humana crítica, provavelmente a dor. Ou seja, isso significa que é bom que ele esteja ausente no momento.
(Fonte: Getty Images)As cócegas são fruto de uma forma primitiva de defesa do nosso corpo. Algumas determinadas regiões da nossa pele são mais suscetíveis do que outras devido às terminações nervosas, como pescoço e costelas, que enviam um sinal de perigo para o cérebro.
Existe a teoria de que o fato de algumas pessoas sentirem ou não cócegas está associada com a maneira como cimentamos os laços sociais, principalmente entre pais e filhos, além de ter a ver com mecanismos naturais de defesa do corpo.
Seja como for, curiosamente, as pessoas não sentem ou sonham com cócegas.
Em um estudo pulicado na revista Frontiers in Human Neuroscience, os pesquisadores trabalharam com sonhadores lúcidos, aquelas pessoas cientes do fato de que estavam sonhando e podiam controlar suas ações ali.
Eles não apenas descobriram que não podiam fazer cócegas em si durante o sonho, como também não podiam ver e nem fazer em outros personagens de seus sonhos.
Os pesquisadores acreditam que isso sugere que, quando estamos sonhando, ainda estamos conscientes de nossos corpos e sensações durante o estado de sono. Com isso, uma parte do cérebro minimiza o grau em que reagimos aos estímulos.
(Fonte: Getty Images)Ler também é algo que não fazemos em nossos sonhos. E isso não se aplica apenas a um livro, mas a qualquer coisa escrita.
De acordo com Deirdre Barrett, doutora em psicologia pela Universidade de Harvard, a ciência não sabe de ninguém que esteja lendo em sonhos porque as partes do cérebro responsáveis por entender e interpretar a linguagem foram encontradas em sua maioria inativas durante os ciclos de sono.
Essa inatividade nos centros de linguagem do cérebro é também o motivo pelo qual a maioria das pessoas não sonha com a linguagem falada da mesma forma que quando desperta. Podemos sonhar com palavras inventadas ou frases que não fazem sentido.
Foge à regra os poetas, que são considerados o único grupo de pessoas que conseguem ler consistentemente em sonho, porque mantêm uma relação menos estruturada e mais criativa e fluida com a linguagem.

Descrição Jornalista
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