Eleições 07/05/2022 09:19

Chapa Lula/Alckmin lança pré-candidatura: veja o que esperar da dupla

Estratégia de comunicação, acordos com partidos, alianças regionais, plano econômico e segurança da campanha são as prioridades

Considerada improvável devido ao histórico de disputas, a chapa formada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) será apresentada oficialmente neste sábado (7), em um evento para 4.000 pessoas em São Paulo.

Com a formalização da pré-candidatura, a dupla terá então pouco menos de cinco meses para superar desafios, que vão da formulação de um programa econômico à neutralização da força do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais. (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) será apresentada oficialmente neste sábado (7), em um evento para 4.000 pessoas em São Paulo.

A notícia, divulgada na tarde desta sexta-feira, de que o ex-governador está com Covid-19 estragou um pouco o clima, já que impedirá a sua participação no evento, que contará com lideranças políticas, artistas e líderes de movimentos sociais.

O discurso de Alckmin será transmitido pela internet e exibido em um telão. Confira abaixo os principais desafios da chapa encabeçada pelo petista:

Dúvidas na comunicação

Mesmo antes da formalização da pré-candidatura, Lula trocou o marqueteiro e o seu coordenador de comunicação.

O baiano Sidônio Palmeira substituirá Augusto Fonseca no marketing da campanha. O deputado federal Rui Falcão (SP) e o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, vão substituir Franklin Martins na comunicação do partido.

O ex-presidente enfrenta o desafio de modular as suas falas para evitar declarações que sirvam de munição aos adversários, como quando, em entrevista à revista Time, disse que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, é tão responsável pela guerra quanto o russo Vladimir Putin.

Também houve uma gafe na semana passada com a afirmação de que Bolsonaro “não gosta de gente, gosta é de policial”, que levou Lula a se desculpar.

Em outro episódio, no começo do mês passado, o ex-presidente disse que todo mundo deveria ter direito ao aborto.

Algumas dessas falas foram exploradas por bolsonaristas nas redes sociais para atacar o petista. A campanha terá que acertar o tom para enfrentar a superioridade de Bolsonaro nas redes sociais.

Ampliação das alianças

A chapa Lula-Alckmin nasce com o apoio de sete partidos (PT, PCdoB, PV, PSB, Solidariedade, Rede e PSOL). Mas ainda há, entre os aliados do ex-presidente, a expectativa de atrair outras siglas.

Um dos principais desejos é ter o MDB na chapa ainda no primeiro turno, o que seria uma sinalização de forma mais clara ao eleitorado de centro.

Há expectativas menores em relação ao PSD. Mesmo dentro dos partidos aliados ainda há uma resistência importante a ser quebrada: a ex-ministra Marina Silva (Rede). Petistas trabalham para promover uma reaproximação entre ela e Lula.

Acordos regionais

Nos estados, o principal problema hoje é Minas. O desejo é ter o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil como aliado no segundo maior colégio eleitoral do país, mas há divergências sobre a vaga ao Senado da chapa.

O PT quer lançar Reginaldo Lopes e o PSD, o atual senador Alexandre Silveira. Há também problemas em relação à vaga ao Senado no Rio, com Alessandro Molon (PSB) e André Ceciliano (PT) em disputa pelo posto, mas a aliança com o pré-candidato a governador do PSB, Marcelo Freixo, está certa.

A pré-candidatura também precisará lidar com os palanques duplos que podem gerar desconforto. São os casos, por exemplo, de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

Nas duas disputas, há hoje pré-candidatos colocados do PT e do PSB, o que pode gerar desconforto para que Lula e Alckmin cumpram agendas juntos nesses locais. Na eleição paulista, estão o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e o ex-governador Márcio França (PSB).

No Rio Grande do Sul, são pré-candidatos o deputado estadual Edegar Pretto (PT) e o ex-deputado Beto Albuquerque.

Deu em IG

Ricardo Rosado de Holanda



Descrição Jornalista