Economia 13/10/2021 10:15

Incerteza sobre covid faz FMI revisar para baixo crescimento do Brasil e do mundo

Segundo novo relatório do fundo, economia brasileira crescerá 5,2% neste ano, ante estimativa anterior de 5,3%

As incertezas sobre o quão rapidamente a pandemia de covid-19 poderá ser superada, especialmente diante do rápido avanço da Delta e da ameaça de novas variantes, levaram o FMI (Fundo Monetário Internacional) a revisar levemente para baixo suas projeções de crescimento para a economia mundial.

De acordo com o relatório World Economic Outlook (“Perspectivas da Economia Mundial”), divulgado nesta terça-feira em Washington, o PIB global deverá avançar 5,9% neste ano.

A projeção anterior, de julho, era de 6,0%.

No ano que vem, o crescimento deverá ser de 4,9%.

O FMI também reduziu levemente a projeção de crescimento para a economia brasileira neste ano, de 5,2%. A projeção anterior, divulgada em setembro, era de avanço de 5,3%.

Para o ano que vem, é esperado crescimento de 1,5%, também abaixo da projeção anterior, de 1,9%. Em 2023, o PIB brasileiro deverá crescer 2,1% segundo o FMI, levemente acima dos 2,0% projetados em setembro.

Nesta semana, o relatório Focus, do Banco Central, feito a partir de pesquisa semanal com analistas de mercado, manteve a previsão de crescimento de 5,04% para a economia brasileira em 2021. Para o ano que vem, a projeção passou de 1,57% para 1,54%, e para 2023, permaneceu em 2,20%.

Na semana passada, o Banco Mundial também divulgou projeções atualizadas para a economia brasileira, com crescimento de 5,3% neste ano, acima do previsto em abril. Segundo o Banco Mundial, o PIB brasileiro deverá avançar 1,7% em 2022 e 2,5% em 2023.

Inflação

O FMI projeta inflação de 7,7% para o Brasil neste ano e de 5,3% em 2022, acima do que havia estimado anteriormente.

A expectativa do mercado, segundo o último boletim Focus, é de inflação de 8,59% em 2021, acima do teto da meta oficial perseguida pelo Banco Central, que é de 5,25%. Para 2022, a projeção mais recente do Focus é de 4,17%.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação acumulada em 12 meses ficou em 10,25% em setembro. Foi a primeira vez desde fevereiro de 2016 que a alta acumulada atingiu dois dígitos. Segundo o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,16% em setembro, maior taxa para o mês desde 1994.

O FMI observa aumento nas taxas de inflação em muitas economias e diz que, na maioria dos casos, é reflexo de disparidades entre oferta e demanda relacionadas à pandemia e de preços de commodities mais altos do que um ano atrás.

Deu no Correio Braziliense

Ricardo Rosado de Holanda



Descrição Jornalista