Indústria 03/09/2021 11:00

Governo Federal vai apoiar produção de estudos para implantação de polo minero-químico na região oeste do RN

Nesta sexta-feira (3), ministro Rogério Marinho assina acordo de cooperação técnica com a FIERN para a elaboração de estudos sobre a viabilidade do empreendimento_

O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), e a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) vão trabalhar em conjunto para avaliar a possível instalação de um polo minero-químico na região oeste potiguar.

Para tanto, o ministro Rogério Marinho assina nesta sexta-feira (3) um acordo de cooperação técnica com a entidade para elaboração dos estudos necessários à viabilidade do empreendimento. Os levantamentos vão apontar qual será o melhor município para sediar o projeto.

“Esta é uma iniciativa muito importante e com um potencial enorme de geração de emprego e renda para o Rio Grande do Norte. É um dos maiores projetos de desenvolvimento não só do estado, mas de todo o Nordeste. O MDR vai dar todo o suporte para que possamos ter a viabilidade desse empreendimento atestada. Ao apoiarmos a FIERN, estamos estimulando o desenvolvimento regional, que é uma das atribuições principais do MDR”, afirma o ministro Rogério Marinho.

O documento prevê atuação conjunta do MDR e da FIERN para a elaboração de uma série de estudos. Os trabalhos deverão ser concluídos em seis meses, a contar da publicação do instrumento no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A parceria não envolve repasses de recursos ou encargos entre as partes.

“A expertise do Sistema FIERN na pesquisa voltada ao atendimento de demandas da indústria e na formação profissional será muito importante para que esta parceria tenha êxito e este projeto obtenha os resultados que o Rio Grande do Norte precisa”, destaca o presidente da FIERN, Amaro Sales.

Um dos atrativos para a instalação do polo é a presença de matérias-primas necessárias (gás, minérios e sal) para a efetivação de uma série de cadeias produtivas no estado do Rio Grande do Norte.

Entre elas, estão as de fabricação de PVC, cloro, soda, magnésio metálico, bromo e derivados, barrilha, vidro e sabão em pó.

Também há a previsão de ser construída uma usina de geração de energia para as indústrias que se instalarem no empreendimento, além de um novo porto offshore para atender a logística demandada pelos investimentos a serem realizados.

A projeção é que sejam necessários ao menos US$ 2,6 bilhões para a implementação do polo. Estudos preliminares apontam que poderão ser gerados cerca de 7 mil empregos diretos e indiretos quando o projeto for concluído.

Fonte: Assessoria

Ricardo Rosado de Holanda



Descrição Jornalista