Ciência 21/07/2021 07:00

Cientistas encontram plutônio no fundo do mar

O plutônio encontrado não é da Terra. Não é resíduo de nenhuma bomba atômica. Ele veio do espaço.

O plutônio geralmente é produzido em reatores nucleares (isso é feito bombardeando átomos de urânio com os nêutrons que o reator produz) e usado como combustível em bombas atômicas.

Mas ele também existe, em quantidades muito pequenas, na natureza – misturado às jazidas de urânio.

Agora, foi encontrado no Oceano Pacífico.

E não é daqui: segundo os cientistas que o encontraram, ele nasceu na fusão de duas estrelas, em algum lugar do cosmos, há 10 milhões de anos. 

Pesquisadores de seis países coletaram uma amostra do fundo do mar (1), no Pacífico Equatorial, e a analisaram em laboratório.

Ela continha plutônio-244: um tipo mais pesado e ainda mais raro de plutônio, que, ao contrário dos outros isótopos (plutônio-238, 239, 240, 241 e 242), não pode ser produzido em reatores nucleares. 

Os cientistas também encontraram ferro-60, um isótopo raro e que pode ser formado pela colisão de duas estrelas – por isso, essa é a origem mais plausível dos fragmentos dele e do plutônio-244, que teriam viajado pelo espaço até cair na Terra.

Outra possibilidade, considerada menos provável pelo estudo, é que os dois materiais tenham surgido em uma supernova, ou seja, a explosão de uma estrela.

Deu em Superinteressante

Ricardo Rosado de Holanda



Descrição Jornalista