Câmara Federal 28/01/2021 08:49
Partidos de esquerda em estado de choque na eleição da Câmara, após revelação de Eduardo Cunha
Deputado lançará “Tchau Querida”. Refere-se a Temer como “militante”. Maia e Baleia Rossi teriam articulado
Em livro ainda a ser publicado, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB) culpa o ex-presidente Michel Temer (MDB) pelo impeachment de Dilma Roussef.
O autor também aponta responsabilidade do atual presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do candidato a seu sucessor, deputado Baleia Rossi (MDB-SP), na articulação do processo.
A coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo teve acesso à introdução de “Tchau, Querida“, em que Cunha reúne suas principais memórias do período.
O autor diz que Temer foi o “militante mais importante e atuante” em todo o processo de afastamento de Dilma por causa das chamadas pedaladas fiscais. Sem sua atuação “não teria havido impeachment“, escreve.
Segundo o livro, Rodrigo Maia foi o principal “articulador” do processo. As reuniões mais importantes sobre o afastamento de Dilma teriam acontecido na casa de Maia, que, inclusive, queria ser relator do processo, segundo Cunha.
“Não tinha limites para sua ambição e vaidade”, afirma o emedebista.
“Todos esses detalhes, reuniões, jantares, articulações, conversas, a obtenção dos votos necessários para a abertura do processo de impeachment serão contados nesse livro, de forma minuciosa“, diz a introdução.
Baleia Rossi também teria participado ativamente na articulação do impeachment.
“O que se pretende com esse livro não é contar a história do final já conhecido, mas sim levar ao leitor todos os fatos que ocorreram para que se chegasse a esse resultado, com informações inéditas, relatados em ordem cronológica e análise das condições históricas que levaram a esse processo de impeachment“, escreve Cunha.
O ex-presidente da Câmara foi preso em 2016, meses depois do impeachment de Dilma. Foi condenado na operação Lava Jato por lavagem de dinheiro recebido por intermediar contrato da Petrobras para a compra de navios-sonda na África. Atualmente, cumpre prisão domiciliar.
Deu em Poder360
OBS do FatorRRH: Em política é muito raro ocorrer algo espontâneo. Há sempre alguma coisa de interesses. Principalmente quando faltam dois dias para uma eleição.
O “vazamento” deste trecho do livro do ex-deputado Eduardo Cunha, líder na Câmara do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef, atinge o alvo como um torpedo letal.
Neste caso, a candidatura do deputado Balei Rossi, do MDB, para Presidente da Câmara Federal.
Vejam só: Baleia é apoiado pelo atual Presidente, Rodrigo Maia (DEM) e é do partido de Michel Temer.
Fica evidente que o vazamento deixa as bancadas de PT, PDT, Psol e Rede em estado de choque.
Eles, até agora, tinham a intenção de votar em Rossi e derrotar Arthur Lyra, candidato que recebe o apoio do Planalto.
Além de apoiar um nome do MDB, partido acusado há três anos de ser golpista, ainda terá que votar em Rossi, com o apoio de Maia pra fortalecer o partido de Temer.
O jeito é tapar o nariz, virar a cabeça e votar constrangido.
Descrição Jornalista