Brasil 01/10/2020 10:17

Ipea revisa queda do PIB de 6% para 5% em 2020

A análise trimestral da conjuntura econômica brasileira, divulgada nesta quinta (1º) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta recuperação da atividade econômica.

A análise trimestral da conjuntura econômica brasileira, divulgada nesta quinta (1º) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta recuperação da atividade econômica.
Os pesquisadores revisaram a previsão de queda de 6% para 5% no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, em razão do bom desempenho, melhor do que esperado para o terceiro trimestre.
As estimativas para agosto são de crescimento da produção industrial (+6,1% em relação a julho), serviços (+7,6%), vendas no varejo ampliado (+7,5%) e vendas no varejo restrito (+5,6%). Para 2021, foi mantida a projeção de crescimento de 3,6% do PIB.

Apesar do cenário de recuperação, o ano deve fechar com ociosidade elevada na economia.
O hiato do produto, que mede o grau de ociosidade, saltou de 4,2% no primeiro trimestre deste ano para inéditos 13,9% no terceiro trimestre.

O penúltimo trimestre do ano também registrou aceleração da inflação, devido à alta nos preços dos alimentos. No acumulado de 12 meses encerrados em agosto, os produtos alimentícios responderam por 70% de toda a variação do IPCA.
Isso fez com que a previsão de inflação geral para 2020 fosse revisada de 1,8% para 2,3%. As projeções, porém, foram revisadas para baixo em serviços educacionais (5% para 1,2%), demais serviços livres (2% para 0,7%) e preços monitorados (1,2% para 1%).
Para 2021, a taxa de inflação estimada pelo Ipea é de 3,3%.

A análise trimestral de conjuntura mostra, ainda, que o conjunto de medidas emergenciais lançado pelo Governo Federal para combater os efeitos da pandemia acarretará forte aumento do déficit e da dívida pública. Os gastos da União em ações relacionadas à Covid-19 no ano de 2020 estão estimados em cerca de R﹩ 590 bilhões.
“É importante que o país saia da pandemia reforçando o compromisso com o equilíbrio fiscal, que é pré-requisito fundamental para a retomada sustentável da nossa economia”, avalia o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do instituto, José Ronaldo Souza Júnior.

Fonte: Assessoria
Ricardo Rosado de Holanda



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