Brasil 19/05/2020 15:57

Quase dois terços das favelas estão a menos de dois quilômetros de hospitais

O país tem quase dois terços (64,93%) dos aglomerados subnormais localizados a menos de dois quilômetros de distância de hospitais. A maioria dessas localidades (79,53%) também está próxima, a menos de um quilômetro, de unidades básicas de saúde.

O país tem quase dois terços (64,93%) dos aglomerados subnormais localizados a menos de dois quilômetros de distância de hospitais. A maioria dessas localidades (79,53%) também está próxima, a menos de um quilômetro, de unidades básicas de saúde.

Os dados, estimados para o ano de 2019, têm como base o levantamento Aglomerados Subnormais: Classificação preliminar e informações de saúde para o enfrentamento à Covid-19, divulgado hoje (19) pelo IBGE.

A pesquisa apresenta, além das distâncias entre as comunidades e unidades de saúde, o mapeamento preliminar e a estimativa de domicílios ocupados nos aglomerados subnormais.

As informações, produzidas para o próximo Censo Demográfico, adiado para 2021 em função da pandemia, foram cruzadas com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, do Ministério da Saúde, e estão disponíveis para consulta em mapas interativos do hotsite covid19.ibge.gov.br.

“Antecipamos a divulgação desses dados para mostrar qual é a situação dos aglomerados subnormais em municípios e estados, já que nessas localidades a população tem maior suscetibilidade ao contágio pela doença provocada pelo novo coronavírus, devido à grande densidade habitacional”, disse o gerente de Regionalização e Classificação Territorial do IBGE, Maikon Novaes.

Conhecidos como favelas, grotas, palafitas, mocambo, entre outros, os aglomerados subnormais são formas de ocupação irregular de terrenos públicos ou privados, caracterizados por um padrão urbanístico irregular, carência de serviços públicos essenciais e localização em áreas que apresentam restrições à ocupação.

As populações dessas comunidades vivem sob condições socioeconômicas, de saneamento e de moradias precárias.

Resumo:

  • Quase dois terços (64,93%) dos aglomerados subnormais estão a menos de dois quilômetros de distância de hospitais.
  • A maioria (79,53%) dessas localidades também está próxima, a menos de um quilômetro, de unidades básicas de saúde.
  • País tem mais de cinco milhões de domicílios em aglomerados subnormais.
  • No Amazonas, mais de um terço (34,59%) dos domicílios ocupados estão nesse tipo de localidade.
  • Belém é a capital com a maior proporção de domicílios (55,5%) nessas comunidades, mas quase 20% dos lares brasileiros localizados em favelas estão nas maiores capitais: São Paulo e Rio de Janeiro.
  • A pequena Vitória do Jari, no Amapá, tem praticamente três em cada quatro (74%) domicílios em aglomerados subnormais.
  • A maior favela do país é a Rocinha, localizada no Rio de Janeiro, com 25,7 mil domicílios.
  • Dados são estimados para 2019 e serão confirmados após o próximo Censo Demográfico, adiado para 2021 por conta da pandemia de Covid-19.

Deu no Portal do IBGE

Ricardo Rosado de Holanda



Descrição Jornalista