Ciência 02/05/2020 07:52

O maior buraco na camada de ozônio no Polo Norte se fechou

O maior buraco na camada de ozônio já detectado sobre o Pólo Norte se fechou, quase um mês após sua descoberta.

O maior buraco na camada de ozônio já detectado sobre o Pólo Norte se fechou, quase um mês após sua descoberta.

No final de março, os cientistas do Serviço de Monitoramento de Atmosfera Copernicus (CAMS) detectaram o que chamavam de uma grande lacuna “sem precedentes” na atmosfera, pairando sobre a região do Ártico.

O buraco logo se tornou o maior que eles já haviam monitorado no hemisfério Norte.

A organização disse que o buraco de rápido crescimento foi resultado de condições climáticas incomuns no Ártico.

Quando ventos fortes prenderam o ar gelado sobre as calotas geladas por várias semanas seguidas, esse ar criou o que os cientistas chamaram de “vórtice polar” — uma força poderosa que gira sobre si mesma e gera impacto suficiente para abrir um buraco no ozônio da estratosfera.

Embora a lacuna esteja agora fechada, os cientistas dizem que ela poderá se abrir novamente se as condições meteorológicas permitirem.

“Esse buraco no ozônio do Ártico não tem nada a ver com bloqueios relacionados ao coronavírus, mas foi causado por um vórtice polar incomumente forte e duradouro”, disse o CAMS em um tuíte.

Era do tamanho da Groenlândia, abrangendo a superfície da calota polar.

Mas, em 23 de abril, houve boas notícias: “O buraco sem precedentes na camada de ozônio do hemisfério norte em 2020 chegou ao fim”, tuitou a CAMS.

Deu na BBC

Ricardo Rosado de Holanda



Descrição Jornalista