01/10/2019 10:30

PF quer descobrir quem pagou aos hackers da Lava Jato

Na segunda fase da Operação Spoofing, prossegue a reportagem de Veja, também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao grupo em São Paulo e em Brasília.

Na segunda fase da Operação Spoofing, prossegue a reportagem de Veja, também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao grupo em São Paulo e em Brasília.

Além de Eliezer, foi preso o estudante Luiz Molição, que estava em Sertãozinho, no interior de São Paulo.

No endereço ligado a Molição, os policiais aprenderam um bilhete escrito à mão, com os dizeres: “Tá tudo bem, blindados com as pitadas, tá junto com os presos políticos”.

A PF investiga a origem do bilhete, mas já sabe que se trata de um recado tranquilizando o membro do grupo no período em que ele ainda estava solto e Walter Delgatti Neto já estava na cadeia.

Isso porque Delgatti está detido no Complexo da Papuda, em Brasília, numa ala junto com presos como Geddel Vieira Lima.

Daí a expressão “presos políticos”, no bilhete.

Ao formular o pedido de busca e apreensão da segunda fase da operação, a Polícia Federal diz que Delgatti Neto não atuava sozinho nas invasões das contas de Telegram de suas vítimas.

Em depoimento à PF, ele afirmou que foi responsável pelo desenvolvimento da técnica utilizada para realizar os ataques cibernéticos.

Os investigadores do caso, no entanto, não acreditam mais nessa versão.

Após a análise dos arquivos armazenados nos dispositivos telemáticos apreendidos com Delgatti Neto, a Polícia Federal afirma no relatório do inquérito que Thiago Eliezer Martins atuou no desenvolvimento de técnicas voltadas à invasão de redes de computadores e comunicação e teria conhecimento dos crimes cibernéticos praticados por Delgatti Neto.

Ainda de acordo com a PF, Danilo Marques também tinha conhecimento das práticas de Delgatti no caso das clonagens do aplicativo Telegram de autoridades, além de ser parceiro em práticas de crimes envolvendo fraudes bancárias.

No relatório do inquérito obtido pela reportagem, os investigadores ainda sustentam que “Molição atuou diretamente nas invasões de dispositivos informáticos e na interceptação e divulgação de comunicações realizadas pelas vítimas através do aplicativo Telegram”.

Deu em Veja

Ricardo Rosado de Holanda



Descrição Jornalista