Sem categoria 21/04/2014 07:27

Bijuterias com alto teor de chumbo e níquel são prejudiciais

Por fatorrrh_6w8z3t

Sabe aquela irritação na orelha ou aquela coceira constante no pescoço? O incômodo, em parte, pode ter sido desvendado por uma pesquisa do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O trabalho mostra que joias e bijuterias fabricadas no Brasil e no exterior contêm elevada concentração de níquel e chumbo.
Três em cada cinco peças analisadas apresentaram alguma quantidade de níquel, enquanto uma em cada quatro continha chumbo.
A presença do primeiro elemento químico em um dos objetos verificados chegou a 98%, segundo José Augusto da Col, autor da tese de doutorado sobre o tema.
Ainda de acordo com os testes, itens que se acreditava ser de prata não tinham nenhum percentual do metal.
A ideia do estudo teve início com uma viagem da orientadora de Col à Espanha.
Lá, ela adquiriu mais de uma dezena de bijuterias para que fossem analisadas pelo doutorando brasileiro.
Os dois estudiosos juntaram outros brincos, colares, pulseiras e piercings, totalizando 107 amostras, entre produtos adquiridos no Brasil e na Espanha. As peças foram submetidas a testes de fluorescência de raios X.
Jóias e bijuterias foram limpas com lenço de papel e submetidas ao teste de fluorescência do Raio X. Jóias e bijuterias foram limpas com lenços de papel e submetidas ao equipamento.
Os raios X interagiram com a amostra, emitindo os raios X secundários, geradores de uma energia que permitiu identificar quais elementos estavam presentes nas peças.
Não há registro de metodologia similar no Brasil, segundo a Unicamp. Dois espectrômetros foram usados no processo — um portátil e outro em bancada fixa.
Pelo primeiro, a análise durou cinco segundos. Entre as peças analisadas com presença de um dos dois metais pesquisados pelo equipamento portátil, o nível de concentração médio de níquel foi de 23%, enquanto, na bancada, o percentual subiu para 32%. A concentração variou de 0,02% a 98%.
A presença do chumbo oscilou entre 4% e 10%. Em 80% dos piercings, havia níquel e, em 10%, chumbo.
Deu no Correio Braziliense

Ricardo Rosado de Holanda



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