Sem categoria 23/03/2014 05:35

O prédio imprestável, as proprietárias e a valorização de 1.150%

Por fatorrrh_6w8z3t

75d9d9cbc1831c5d778d973531145cd3Deu na Tribuna do Norte
Roberto Lucena – Repórter
Imprestável para o serviço público, mas bastante lucrativo para as antigas proprietárias.
O prédio adquirido e logo abandonado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPE) passou por processo de supervalorização em apenas cinco anos. Em 2003, de acordo com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o imóvel valia pouco mais de R$ 68 mil.
Em 2005, o valor subiu para R$ 400 mil. Três anos depois, quando o MPE efetuou a compra sem barganhar um preço mais acessível, a avaliação era de R$ 850 mil. No intervalo de cinco anos, o ágio foi de 1.150% ou doze vezes mais que o valor original.
Os números constam na Escritura Pública de Compra e Venda de Imóveis registrada no 3º Ofício de Notas de Natal.
O proprietário original do imóvel era o comerciante espanhol Faustino Garcia Ruiz que faleceu em janeiro de 1982. O prédio passou a ser propriedade de Valdereza Garcia e Walderez Garcia, viúva e filha de Faustino, respectivamente. Em 2005, mãe e filha venderam o imóvel para o Instituto de Fonoaudiologia e Otorrinolaringologia de Natal (Iforn).
Em 2003, segundo o IPTU, o prédio valia R$ 68.652,38. Três anos depois, a mesma avaliação apontava o valor de R$ 400 mil.
No entanto, as sócias proprietárias do Iforn, as médicas Mariene de Assis Barradas e Meirister Maia de Morais, pagaram R$ 260 mil pela aquisição do imóvel, ou seja, houve barganha para reduzir o valor do imóvel. Antes mesmo da negociação de compra e venda, o prédio abrigava, desde setembro de 2002, a clínica Natal Otocentro – nome fantasia do Iforn.
A clínica fechou e as proprietárias decidiram então alugar ou vender o prédio. Em 2008, para intermediar a negociação, contrataram a imobiliária Procuradoria de Imóveis.
Na época, o imóvel já estava valendo R$ 850 mil. De acordo com o advogado e diretor da imobiliária, Renato Gomes Neto, algumas pessoas se interessam pelo imóvel, entre eles, um representante do MPE. “Recebemos a visita de uma pessoa do Ministério Público que informou o desejo de alugar o imóvel.
Depois, disseram que não seria mais aluguel, queriam comprar. Informamos as condições da compra e ficamos aguardando retorno”, explicou.
Renato não recorda quem era esse representante do MPE.

Ricardo Rosado de Holanda



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