Sem categoria 20/03/2014 09:59

Atos ilícitos

Por fatorrrh_6w8z3t

“Bom, porque o prédio não foi utilizado depois, aí eu já não sei dizer, porque já era outra administração e eu não podia ficar me metendo em outra administração”.
Frase do ex-Procurador Geral de Justiça do RN, José Augusto Peres, ao falar sobre o prédio, adquirido durante a gestão dele, por R$ 800 mil reais e jamais usado pelo Ministério Público.
“É um prejuízo. É um imóvel público que está servindo para a prática de ilícitos”.
Frase do atual Procurador Geral de Justiça, Rinaldo Reis, a respeito do mesmo prédio imprestável.
“Não poderíamos, enquanto Ministério Público, utilizar um prédio sem que ele tivesse alvará de funcionamento. Seria um mau exemplo dado pelo MP”.
Frase de José Augusto Peres sobre o mesmo e incômodo tema.
“No momento da aquisição eu não tenho como dizer ( se a perícia do MP foi usada para opinar sobre a aquisição do prédio). Não sei se o nosso Departamento de Engenharia procurou ver se haveria a necessidade de emissão de um novo alvará. A Engenharia analisou o prédio e sabia qual era a destinação”.
Frase de Rinaldo Reis, atual PGJ/RN.
Observação do Fator RRH:
As frases estão na matéria de capa do Novo Jornal, edição de hoje.
O reconhecimento do atual Procurador Rinaldo Reis de que o prédio está sendo usado para a prática de atos ilícitos merece uma ampliação.
A própria compra e a existência do prédio sem uso poderiam ser configurados como atos ilícitos, praticados sem investigação e revelação dos responsáveis.
O MP ainda tem muito que explicar a respeito deste assunto se não deseja se envolver em um escândalo nacional.
Há membros do próprio MP – ligou para o Fator RRH hoje – juntando documentos para enviar a denúncia completa ao Conselho Nacional do Ministério Público, “já que aqui ninguém quer investigar nada”, segundo a fonte.

Ricardo Rosado de Holanda



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