Sem categoria 17/01/2014 16:27

"Voltamos a ser índios ou escravos", diz jogador do Alecrim

Por fatorrrh_6w8z3t

Deu no blog de Marcos Lopes
O que você vai ler neste post é uma conversa entre Ruy Cabeção e uma torcedora do Alecrim, através do twitter.
Nela, Ruy opina sobre o que aconteceu no Ninho do Periquito na última quarta-feira e mostra o que ele e outros jogadores do Alecrim passaram na ausência do presidente disciplinador, Anthony Armstrong.
“A imprensa faz o trabalho dela, falam bem, falam mal. No meu caso de jogador mesmo, se jogo bem sou exaltado e se jogo mal crucificado. O que não pode existir são as mentiras, seria muito mais digno vir a público e falar que realmente existiu problemas de alimentação, aluguéis atrasados, luz cortada, falta de combustível para o ônibus, médico durante treinamentos, e outras coisas que sabemos. Mas ele está preocupado em não sujar o seu nome por causa dos negócios imobiliários. Minha situação é a seguinte, fui dispensado pela patrocinadora e vou para 4 meses sem receber, isso sim é bonito. Assumi vários compromissos até 2016 por acreditar em uma pessoa que me idolatrava e simplesmente me manda embora e pronto. Tenho 15 anos de carreira e nunca vi tanto descaso, não de de vcs do Alecrim, diretores e conselheiros mas da patrocinadora que me contratou e sempre pagou. Sou jogador e fui dono de empresa também enquanto meu pai  foi vivo e as pessoas da minha empresa realmente eram da minha família. Com a morte dele resolvi fechar mas não deixei de pagar ninguém, porque todos tinham uma família por trás. O responsável era eu, então me virei mas paguei tudo e todos. O que não vou aceitar nunca é ficar 8 horas na sede ou escritório da patrocinadora junto com outros jogadores pra pegar um salário de três meses atrasados, humilhação. Enquanto essas pessoas exaltadas por vcs iam pra suas casas de luxo ou na Europa, e os bóias frias do futebol implorando e desesperados. Sou BRASILEIRO e não desisto nunca, como assim disciplinar, que mais me parece domar. Simplesmente porque ele é europeu e tem dinheiro, então estamos regredindo voltamos ao tempo da colonização, voltamos a ser índios e daqui a pouco escravos. E olha que não sou da imprensa mas sempre tratei todos com respeito”.
“Deus sabe o que faz realmente, porque não iria aguentar estar participando desse circo, acabaria fazendo uma besteira, manchando minha carreira vitoriosa, por causa de ninguém no meu modo de vez. Sou conhecido no Brasil inteiro pelo meu trabalho e não pelo meu dinheiro. A paixão que existe por mim dos torcedores não é comprada e sim conquistada. E eu lamento que ainda apoiem, porque ninguém passou o que nós jogadores passamos nos últimos seis meses”.

Ricardo Rosado de Holanda



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Descrição Jornalista