Sem categoria 16/01/2014 07:10

É preciso conter o poderoso “dono” do Alecrim

Por fatorrrh_6w8z3t

Deu no blog de Rubens Lemos Filho
O Alecrim sempre foi conhecido como o mais simpático time de Natal ao representar seu bairro mais popular e efervescente no comércio , na boemia e na feira onde o galo canta e o bairro se levanta todo sábado sorridente num espetáculo popular e lírico que Natal esquece.
O Alecrim no campinho do Juvenal Lamartine formou grandes times por ter homens apaixonados e respeitados fora de campo. Integrados ao cotidiano industrial, comercial e trabalhador da cidade.
Dirigentes competentes e desportistas: Bastos Santana, Humberto Medeiros, Severino Lopes, Cel. Veiga, Cel. Pedro Selva, Vice-Governador Clóvis Motta, Walter Dore, Braz Nunes, Rubens Massud, Wober Lopes Pinheiro, Gabriel Sucar, Cel. Solon Andrade, além do patrono Monsenhor Walfredo Gurgel.
Quando governou, eleito e aclamado pelo povo, o Rio Grande do Norte por inteiro, o Monsenhor Walfredo Gurgel em miscigenação de Sant’Ana e Vaticano, chegava aos estádios em trajes religiosos. Administrava o Estado, via o jogo e celebrava a missa. Simples, cumprimentando a cada um, de cada time.
O Alecrim agora é comandado por um homem misterioso e agressivo. Aqui. Noutro lugar, já teria sido banido.
Um inglês que chegou e tomou conta do clube, desapareceu, voltou, resolveu descontar nos jornalistas uma fúria desnecessária: com oito seguranças de lado, qualquer um é valente.
Atrasou a entrada das emissoras. Cada uma, por representante, teria primeiro que ser ” disciplinada” por ele. Um homem cuja origem ele não mostra e ninguém procura saber.
Humilhados e temerosos, os repórteres de teoria universitária esqueceram a prática dos rebeldes do passado e ouviram, murchos, as esculhambações do novo Déspota do futebol potiguar.
Quem falou, falou sozinho. Marcos Lopes, narrador da Rádio Globo, protestou e seus colegas de profissão apertaram a tecla RT de rede social. Só. Marcos Lopes ficou porque seus chefes ordenaram.
Mais um caso de abuso da força sobre o trabalho.
Ninguém, senão a serviço, estaria transmitindo a pelada horrorosa Alecrim 1x 1ABC.
Cadê a Polícia Federal, que fiscaliza agrupamentos de proteção sem obedecer regras? Cadê o Ministério Público. Cadê?
Após três semanas, um caso parecido com a humilhação do garçom da padaria Mercatto.
Onde a imprensa fez o seu papel, pintou, bordou e as redes sociais bateram o pênalti.
No caso do jogo, o gordinho cívico fez falta.
No caso do proprietário do Alecrim, a imprensa ajudou.
Ao mandão.
Unida, sairia junta, num exemplo.
Separada, envergonhou.
E tremeu.
Mais.
Os Sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas precisam molhar o bico.
Têm de Falar, emitir nota, que é moda.
Se alguém reagisse ao furioso colonizador daquele pequeno espaço? : ” eu não aceito!”.
O que seria capaz de fazer o sombrio e assustador cartola outrora tão bajulado?
Daí é melhor deixar as autoridades alertas.

Ricardo Rosado de Holanda



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Descrição Jornalista