Sem categoria 15/10/2013 11:04

Renato Garcia preside empresa de investimentos

Por fatorrrh_6w8z3t

Deu no Valor
A firma britânica Salamanca Group, especializada em gestão de riscos e investimentos, fechou uma associação com a operadora logística sul-africana Grindrod para investir em projetos no Brasil.
Cada sócio terá 50% do negócio, que envolverá aportes da ordem de US$ 250 milhões em um período de até dois anos.
O investimento acontece no momento em que a Salamanca amplia a presença no país com a abertura de um escritório no Rio. A empresa, que possui um total de US$ 2,5 bilhões em ativos, realizou o primeiro investimento local em 2008, com a compra do controle da incorporadora Ecocil, de Natal (RN).
A companhia também atua como investidora e cogestora do empreendimento imobiliário Trump Towers, na região do Porto Maravilha, no Rio.
Depois de identificar oportunidades de investimento em logística, a Salamanca decidiu buscar um parceiro com experiência na área, segundo Renato Garcia, diretor da Salamanca para a área de private equity no Brasil.
Com atuação em 34 países e listada na bolsa de Joanesburgo, a Grindrod é uma das principais operadoras de logística na África.
Inicialmente, a empresa pretende se concentrar em projetos de armazenagem de líquidos, combustíveis e químicos. O objetivo é identificar áreas, dentro e fora de portos, e ativos para aquisição. “Em uma segunda fase, o movimento natural será nos movermos para commodities agrícolas e minerais”, diz Garcia.
Os investimentos no Brasil serão realizados via um fundo de participação (FIP) que aportará recursos na empresa controlada pela Salamanca e Grindrod, cujo nome ainda não foi definido. A decisão de ingressar em logística foi tomada pela Salamanca no fim de 2012, mas o aporte foi adiado em razão das discussões sobre a medida provisória dos Portos, segundo Garcia.
Na área de investimentos, a estratégia da Salamanca será buscar oportunidades em ativos reais, segundo Emil de Carvalho, diretor-presidente para América Latina e Caribe. Em todos os projetos, a companhia ingressa com capital próprio e de clientes.
“A ideia é avaliar projetos menores, de até US$ 100 milhões por investimento”, afirma Carvalho. Depois dos setores imobiliário e de logística, a companhia estuda ingressar em mineração, área em que já atua em outros países, como a China.
Com o escritório no Rio, a Salamanca pretende ampliar também as atividades na área de gestão de riscos operacionais no país e na América Latina.
Os fundadores da empresa são ex-militares e serviram no exército britânico. Com essa experiência, se especializaram em prestar serviços para empresas que precisam atuar em regiões que sofrem com questões como segurança e fraudes. Entre os principais clientes da companhia estão mineradoras, construtoras e seguradoras.

Ricardo Rosado de Holanda



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