Sem categoria 27/08/2013 07:27

A prioridade do DEM é eleger congressistas

Por fatorrrh_6w8z3t

Parceiro preferencial do PSDB desde a eleição de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, a prioridade do Democratas (DEM) para as eleições em 2014 é a eleição das bancadas no Congresso.
O senador José Agripino Maia (RN), presidente do partido, até considera natural uma aproximação das duas siglas, pelas afinidades. Mas sua preocupação, no momento, é a eleição de deputados e senadores.
Mais empenhado na eleição para o Senado e a Câmara, no entanto, Agripino demonstra preocupação com o que acontece com o tradicional aliado – desde FHC, o Democratas só não esteve na chapa presidencial do PSDB nas eleições de 2002, quando José Serra foi o candidato tucano. Para José Agripino, a disputa interna do PSDB pode prejudicar a oposição em 2014.
“É um assunto (a disputa entre Serra e Aécio Neves) que deve ser imediatamente resolvido” – diz -, “sob pena de passar para a sociedade que a oposição faz uma disputa personalizada de poder e é incapaz de apresentar uma alternativa programática para o país”. É mais uma advertência, pois o DEM só pretende tratar de sucessão em 2014.
O objetivo nas eleições de 2014 é eleger mais de 40 deputados.
Atualmente, o DEM é a sétima bancada da Câmara, com 27 deputados. Está atrás de partidos como o PP (38) e o PR (37). Só perdeu quadros desde que deixou o poder com FHC. Nem sempre por vontade do eleitor. Na eleição de 2010, por exemplo, elegeu 43 deputados.
Na trilha aberta por Gilberto Kassab para criar o PSD (45 deputados) perdeu grande parte da bancada. “Foram-se os anéis, ficaram os dedos”, afirma Agripino.
A aposta do DEM é lógica. Quanto maior for a bancada que eleger para a Câmara, maior será o tempo de rádio e televisão, na propaganda eleitoral gratuita, e a fatia da sigla no fundo partidário. Por eleger grandes bancadas, o tempo de televisão sempre foi uma forte moeda de troca do DEM desde o tempo em que o partido se chamava PFL.
O auge do Democratas, ainda sob a denominação PFL, ocorreu em 2002, quando elegeu a segunda maior bancada, com 84 deputados. Em 2006, ainda se manteve como a quarta força, com 65 deputados, atrás de PMDB (89), PT (83) e PSDB (66); caiu para quinto, em 2010, e Kassab completou o serviço com a criação do PSD.
No processo, o DEM perdeu 67 segundos de tempo de TV para o PSD. Tempo precioso e que certamente fará falta ma hora de o partido negociar alianças seja para as eleições congressuais, seja para a Presidência da República.
No Senado, o DEM está reduzido a quatro senadores, dois dos quais disputam um novo mandato em 2014.
“Crescer congressualmente” é a palavra de ordem de José Agripino Maia.
Para tanto, as seções estaduais do Democratas terão “completa liberdade” para negociar as alianças mais convenientes para o partido.
“Mantida, evidentemente, a coerência partidária”, diz o presidente do DEM.
A questão local presidirá a decisão de cada diretório demista, mas José Agripino não deixa de registrar que “a indisposição com o PT é completa”.
Deu no Valor Econômico

Ricardo Rosado de Holanda



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