Sem categoria 12/06/2013 05:38

Robinson Faria acha que oposição não deve esperar pelo PMDB

Por fatorrrh_6w8z3t

Deu no Portal no Ar
O vice-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, do PSD, tem pressa. Quer definir o quanto antes o grupo oposicionista que estará unido na tentativa de derrotar o bloco da situação, da governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, do DEM, na futura eleição para o Governo em 2014.
E essa pressa é tamanha, inclusive, que o PMDB pode ficar de fora, uma vez que demonstra que se manterá ao lado da atual administração estadual. Em entrevista ao portalnoar.com, durante a abertura da 10ª Feira Nacional do Camarão (Fenacam), o vice-governador confirmou que o bloco oposicionista não pode ficar esperando o PMDB.
E mais: afirmou que espera dividir a chapa majoritária com a deputada federal Fátima Bezerra, do PT, como candidata ao Senado. Veja tudo isso na entrevista completa concedida por Robinson Faria:
Na semana passada, na visita da presidente da República, Dilma Rousseff, do PT, à Natal, foi possível perceber uma afinidade grande entre ela e a governadora Rosalba Ciarlini, do DEM. Isso é normal mesmo sendo de partidos opositores?
A afinidade deve existir. O Brasil é um país só e não pode importar a bandeira ou a sigla partidária. Buscar convênios, contratos, isso é algo perfeitamente normal e republicano. Agora, a questão da política partidária não cabe a mim comentar porque não sou do DEM, não sou da base governista. Rompi com a base aliada politicamente do Governo do Estado há mais de dois anos, então, não me cabe opinar.
Além disso, nas últimas semanas também o PMDB tem demonstrado que não vai romper com o Governo do Estado e reafirmou a sua aliança. A oposição vai continuar esperando os peemedebistas ou desistiu de vê-los no bloco opositor?
As oposições têm que marchar juntos. Nós somos oposição no nosso estado ao Governo do DEM. PSD, PSB, PT, PDT e PC do B e outros mais. Eu me reuni já com o PT, vou me reunir na próxima semana com o PSB de Wilma (de Faria, vice-prefeita de Natal e ex-governadora). Então, acho que temos que ter uma união nossa e começarmos a caminhar juntos pelo estado e não esperar, com todo respeito que nós temos ao PMDB, por sua história e seu tamanho, por ser um partido que tem nomes como Henrique Eduardo Alves (presidente da Câmara Federal), Garibaldi Alves Filho (ministro da Previdência Social). O PMDB hoje é parceiro político e administrativo do Governo do Estado e não tem porque a oposição ficar aguardando qualquer tipo de desdobramento deles.
Mas o senhor já disse que o PMDB na oposição seria muito importante…
Repito que mesmo com todo respeito e com a importância vital que o PMDB tem, mas se eles optaram apoiar o governo que é nosso adversário, que é o governo do DEM, cabe a oposição agora formar a sua caminhada e unir os cinco partidos que são os principais de oposição e formatar uma proposta para o Estado, debater com a sociedade os seus temas principais que afligem o Rio Grande do Norte, como a saúde, a segurança, o setor rural, o setor social. Nós temos o que discutir com a sociedade do nosso estado, mas dentro dessa realidade oposicionista e sem esperar mais por ninguém. E por que esperar se temos hoje cinco partidos fortes que podem estar juntos com uma chapa muito forte para 2014?
E como seria a chapa oposicionista com os partidos que já a compõe?

Robinson Faria: “Essa pesquisa foi um primeiro indício muito interessante, que muito me incentiva” (Foto: Wellington Rocha)

Essa chapa vai naturalmente se acomodar, esse é o meu ponto de vista. Na hora em que começarmos a caminhar juntos, vai surgir uma chapa baseada no sentimento popular. Eu vejo hoje que o PT tem um projeto de um candidato ao Senado, tem externado isso. Eu vejo o nosso partido, não só eu, mas que tem nos seus deputados e prefeitos o desejo de ter um candidato a governador, que é o meu nome, que já foi lançado até por pessoas de outros partidos. E tem a ex-governadora Wilma de Faria que diz estar muito voltada para uma candidatura do legislativo e que segundo ela própria comenta seria voltada para a Câmara Federal.
Wilma deve mesmo disputar uma vaga na Câmara Federal?
Eu não posso falar por Wilma, isso caberá a ela, até porque Wilma tem condição de disputar qualquer cargo, de senadora, governadora, deputada federal, mas ela demonstra nas entrevistas, eu mesmo li e ouvi algumas delas, uma tendência natural de ser deputada federal. Se isso acontecer, é logico que ela vai ser lançada, procurada pelos seus seguidores para o governo do Estado. É natural, assim como Fátima. Eu estou numa posição mais ousada, definida, mas não irremovível. Até porque não serei candidato de mim mesmo. Serei de um grupo. Espero ser de um grupo. Se esse grupo se unir, serei candidato, porque é meu desejo ser. Era em 2010, não deixaram mesmo eu mostrando viabilidade nas pesquisas. Era o segundo mais votado num grupo que tinha quatro pré-candidatos. Mas infelizmente não formei um arco de alianças e governador não ganha eleição sozinho. Por mais que o nome tenha leveza e viabilidade.
O senhor já está trabalhando para mostrar que é viável politicamente para 2014?
Sim, estou buscando mostrar essa viabilidade do meu nome.
A pesquisa (em que ele aparece mais de 30 pontos percentuais a frente de Rosalba) foi uma demonstração dessa viabilidade?
Essa pesquisa foi um primeiro indício muito interessante, que muito me incentiva. Lógico que foi um cenário com apenas dois nomes. Temos nomes que poderão mudar esse cenário e eu sou consciente disso. Até porque de todos os nomes comentados para governador o meu nome, talvez, seja o menos conhecido, porque nunca disputei uma eleição majoritária como protagonista (foi candidato a vice no pleito de 2010). Não tive oportunidade de me apresentar em todas as cidades até hoje em uma eleição majoritária.
E com relação a carcinicultura, qual a importância dessa atividade para o Estado?

Robinson Faria: “É preciso o Governo ser mais parceiro, ser mais fomentador dessa cadeia produtiva do camarão” (Foto: Wellington Rocha)

A carcinicultura é uma das maiores atividades da nossa economia e eu a acompanho desde que ela começou a existir no nosso Estado. Eu era deputado estadual da região Agreste, que foi pioneira na carcinicultura. Quando fui presidente da Assembleia Legislativa, promovi um seminário que foi fundamental para a existência da atividade do camarão, porque estava havendo conflitos da interpretação da legislação. Estavam fechando os viveiros, os donos sendo tratados com pessoas que cometiam atividade ilegal, e através de um seminário eu consegui readquirir uma coexistência da atividade com o meio ambiente e acabar com esses conflitos. E durante muito tempo o camarão foi um dos principais itens para garantir a nossa balança comercial positiva. Hoje não. A produção hoje é mais para o mercado interno. O mercado nacional consome tudo.
Como o Governo pode ajudar nessa atividade?
É preciso o Governo ser mais parceiro, ser mais fomentador dessa cadeia produtiva do camarão. Até porque a geração de emprego é muito grande, nós temos hoje uma economia sustentável fantástica decorrente do camarão no interior, então é preciso o Governo estreitar essa parceria. Dar mais agilidade as licenças ambientais, seria uma ajuda muito importante para os novos empreendimentos, ser um parceiro político junto a bancada federal, no caso eu cito meu filho (Fábio Faria), que é deputado federal, para evitar um sangramento da nossa economia, como agora que querem liberar a importação do camarão da Argentina, que será um perigo muito grande para os nossos empregos, como também o risco de importar uma bactéria que venha a prejudicar a nossa produção.
O Governo do Estado precisa fazer mais e cobrar do Federal mais ações para melhoria da carcinicultura?
Acho que não só o Governo do Estado, como também toda a bancada federal tem que se unir para evitar que isso ocorra. Os Estados Unidos sabe fazer isso muito bem, inclusive com os brasileiros, que muitas vezes são impedidos de exportar para o mercado americano por representar um perigo para a economia deles. Se os Estados Unidos que é um país essencialmente capitalista defende sua economia, porque não vamos defender a nossa?
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Ricardo Rosado de Holanda



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