Anistia 05/04/2025 11:06
Ato na Paulista testa poder de mobilização de Bolsonaro com anistia
Após adesão abaixo do esperado em Copacabana, no Rio de Janeiro, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avaliam que o ato pró-anistia aos presos pelo 8 de Janeiro, convocado para acontecer na Avenida Paulista neste domingo (6/4), servirá como termômetro para a realização de novas mobilizações pelo mesmo tema nos próximos meses.
O evento é tratado também como teste para medir a capacidade do líder da direita em ainda levar multidões às ruas, mesmo após ele e outros sete aliados terem se tornado réus pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de estado.
Seguindo bolsonaristas ouvidos pelo Metrópoles, o eventual sucesso de público na Paulista dará mais segurança para a realização de outras agendas do ex-presidente em diferentes regiões do país.
A avaliação é de que insistir na convocação de atos com baixa adesão pode ser um “tiro no pé” e evidenciaria a perda de apoio popular ao ex-presidente após o avanço das investigações sobre a trama golpista.
“Tinha final de Fla-Flu e a gente não pôde fazer à tarde. E tivemos que fazer de manhã, o que é um pouco mais difícil aqui no Rio”, afirmou o pastor ao Metrópoles.
Segundo levantamento do Monitor do Debate Político, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), cerca de 18 mil pessoas estiveram presentes no ato em Copacabana. O número destoou da estimativa feita pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, que apontou 400 mil pessoas no local.
Para o pesquisador da USP e membro do Cebrap, Pablo Ortellado, ainda não é possível dizer que a adesão abaixo do esperado no Rio de Janeiro signifique perda de tração popular de Bolsonaro. Ele avalia que a falta de coordenação para a convocação do ato pode ter contribuído.
“Processos de mobilização têm oscilações. Pode estar acontecendo [uma desmobilização], mas precisamos ver alguns episódios de mobilização baixa começar a formar esse juízo. Acredito que Bolsonaro quer corrigir os erros de convocação da manifestação de Copacabana e mostrar que segue capaz de mobilizar grande quantidade de pessoas”, avalia Ortellado.
Após o ato na Paulista, o ex-presidente deve viajar no próximo dia 10 para o Rio Grande do Norte.
Segundo o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, que tem acompanhado Bolsonaro em viagens, o ex-presidente deve aterrissar no aeroporto de Natal e viajar até Pau dos Ferros, a 391 km da capital potiguar.
O plano é participar de agendas políticas de pré-campanha do Rogério Marinho (PL) ao governo do estado.
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