Política 02/04/2025 05:14
‘Financial Times’ chama julgamento de Bolsonaro de ‘arriscado’
O jornal britânico Financial Times publicou nesta terça-feira (1º) uma matéria detalhada sobre o iminente julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), classificando-o como um evento “arriscado” para o cenário político brasileiro.
Segundo a publicação, o inquérito que investiga uma suposta trama golpista aprofunda ainda mais a polarização do país, dividindo os brasileiros entre aqueles que defendem a inocência do ex-mandatário e os que clamam por sua punição.
Em entrevista ao Financial Times, Bolsonaro voltou a alegar que está sendo alvo de perseguição política e que a intenção do processo seria retirá-lo da disputa eleitoral em 2026.
— Eles querem remover qualquer chance de meu nome estar nas urnas ano que vem — declarou o ex-presidente.
A reportagem também menciona a recente movimentação de Eduardo Bolsonaro (PL), filho Zero Três do ex-presidente, que se licenciou da Câmara dos Deputados e viajou para os Estados Unidos. Segundo o periódico, essa decisão faz parte de uma estratégia para angariar apoio internacional.
Como exemplo, o jornal cita uma carta assinada por deputados republicanos americanos e endereçada ao ex-presidente Donald Trump, solicitando sanções econômicas e o cancelamento do visto do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O periódico britânico destaca que um dos principais riscos do julgamento reside na possibilidade de fortalecimento político de Jair Bolsonaro.
O texto argumenta que o processo pode elevar sua popularidade e até mesmo convertê-lo em uma figura de mártir para seus apoiadores, algo similar ao que aconteceu nos Estados Unidos com Donald Trump após a invasão do Capitólio em 2021.
Além disso, a publicação também faz uma análise sobre a credibilidade da Suprema Corte brasileira, que, segundo o jornal, vem sendo alvo de questionamentos ao longo dos anos, especialmente após a anulação das condenações do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), diante da falta de competência dos tribunais julgadores.
Como parte desse contexto, o Financial Times menciona o caso recente da cabeleireira Débora Rodrigues, que mobilizou setores da direita brasileira na última semana, ampliando o debate sobre o papel do Judiciário na política nacional.
Rodrigues é acusada de ter pichado a estátua da Justiça, posicionada em frente à Corte, mas movimentou a classe ao ter uma pena sugerida de 14 anos. Na última sexta-feira, Moraes permitiu sua prisão domiciliar.
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