Dinheiro 01/03/2022 08:00

Dívida é principal motivo para pedir empréstimo, aponta pesquisa

Em segundo lugar, está a abertura de negócio próprio, como motivo para busca de crédito, mostra levantamento

O brasileiro teve dificuldade no início do ano de manter o consumo, que ficou mais caro com a alta da inflação e dos juros, agravado pela variante Ômicron do coronavírus.

É o que mostra o IFE (Índice FinanZero de Empréstimos) de janeiro, relatório produzido pela fintech de empréstimos online.

De acordo com o levantamento, em janeiro deste ano, as solicitações de empréstimos tiveram um aumento de 74% na comparação com o mesmo mês de 2021, subindo de 100 para 174 pontos. Entre os principais motivos para solicitações, dívidas lideram com crescimento de 53%, na comparação a dezembro de 2021.

Além disso, a procura por empréstimo teve um crescimento de 8,2% no primeiro mês deste ano  em relação a janeiro de 2021 e cresceu 29,5%, quando comparado ao mês de dezembro do ano passado.

Os que mais pediram empréstimos foram homens, com a idade média de 35 anos. Quase 80% das solicitações foram feitas por pessoas sem nível superior de ensino e o Sudeste lidera a procura por crédito.

O levantamento também mostrou que as buscas no Google também dispararam. Segundo o índice, que avaliou 4,87 milhões de consultas no buscador, em janeiro de 2022, a procura sobre “simulação de empréstimo” aumentou 450% em comparação ao mês anterior.

“Nós temos quatro principais motivos para esses pedidos: pagamento de dívidas, negócio próprio, renovação de casa e investimento. O aumento da inflação e o consumo fazem com que as pessoas recorram ao empréstimo e possam colocar em dia suas contas. Diante da crise econômica, o país ficou sem alternativas de restabelecer o mercado”, avalia Cadu Guidi, sócio-diretor de marketing da FinanZero.

Uma das avaliações é que os gastos no fim do ano, somados aos boletos do IPTU, IPVA e material escolar, no início do outro, acabam impactando o consumidor. Com o déficit de educação financeira da população, isso reflete no crescimento da taxa de pessoas endividadas.

Segundo a pesquisa, a dívida equivale a 32,16% do total dos pedidos de empréstimos. A abertura de negócio próprio aparece em seguida e chega a 15,71%. Neste último, os números estão atrelados também ao crescimento de MEIs cadastrados no Brasil.

Confira os cuidados para fazer empréstimo

1- Pesquise as informações cadastrais da empresa, como o CNPJ, e verifique a segurança do site;

2- Verifique a reputação da empresa diante dos consumidores, como sites de reclamações, redes sociais da marca, e até mesmo no Google;

3- Não faça pagamentos antecipados para a liberação do crédito. Empresas corretas não exigem (e nem devem exigir) esse tipo de taxa;

4- Exija uma cópia do contrato, pois ele reúne todas as informações da transação financeira;

5- Evite repassar informações pessoais via telefone. Caso necessário, aguarde o atendente informar os dados para depois confirmar.

Só em 2022, de acordo com a Receita Federal, houve um crescimento de quase 2 milhões de microempreendedores individuais. Somado a isso, está o crescimento do empreendedorismo por necessidade, em que os brasileiros viram na abertura do negócio próprio uma alternativa para saírem do endividamento.

Fonte: FinanZero/R7

Ricardo Rosado de Holanda



Descrição Jornalista