Sem categoria 10/09/2013 05:18

Melhoria na escolaridade e na renda

Por fatorrrh_6w8z3t

Apesar de ainda possuírem menos tempo de estudo do que os brancos, o nível escolar desse público teve um crescimento de 41% nos dez anos analisados, enquanto que entre os brancos o aumento foi de 17%.
Entre a totalidade dos empreendedores afrodescendentes – 71% representados pelo público masculino -, a escolaridade passou de 4,4 anos de estudo para 6,2 anos na última década analisada.
Ainda é grande a defasagem do faturamento médio dos donos de negócio negros e brancos, mas em uma década o rendimento dos empreendimentos comandados por afrodescendentes cresceu 70%, ante 37% dos demais. Entre 2001 e 2011, o rendimento médio real desses negócios passou de R$ 612,00 para R$ 1.039,00 por mês, enquanto no grupo dos empresários da raça branca a expansão foi de R$ 1.477,00 para R$ 2.019,00 mensais.
Na análise do diretor superintendente do Sebrae no Rio Grande do Norte, José Ferreira de Melo Neto, esse levantamento aponta, apesar da desigualdade existente, para um cenário mais promissor para os negros que empreendem.
“Vemos que houve avanços na melhoria da escolaridade e do rendimento médio. Isso dá novas perspectivas para os negros que empreendem no Brasil e também no Rio Grande do Norte, onde os empresários pretos e pardos são maioria”, ressalta o superintendente.
A maior concentração dos negros donos de negócios está na região Nordeste, somente na Bahia estão 12% do total do país.
O Comércio e a Agricultura são os setores que mais têm proprietários de empresas que se declaram negros, ambos com 23% de participação. Os demais se distribuem entre os setores de Serviços (21%), Construção (19%) e Indústria (10%).

Ricardo Rosado de Holanda



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