Sem categoria 06/05/2013 06:11

Pelo menos 13 ministros podem deixar o Governo Dilma

Por fatorrrh_6w8z3t

Deu em Paulo de Tarso Lyra
Daqui a pouco menos de um ano, a Esplanada dos Ministérios presenciará uma provável debandada estimada em 1/3 de seus 39 titulares.
Em abril de 2014, encerra o prazo de desincompatibilização para que os ministros deixem os cargos e possam disputar mandatos eletivos, seja de governador, deputado federal ou senador.
Se, por um lado, todos vão trabalhar intensamente pelo êxito do governo federal até lá, de olho em dividendos políticos e obras para apresentar nos palanques estaduais, por outro, muitas dessas disputas colocarão os partidos da base em polos distintos, dificultando a presença de Dilma Rousseff — a grande cabo eleitoral — nas campanhas locais.
Embora a campanha de fato só comece em julho do ano que vem, o PT projeta a presença da presidente em pelo menos três estados: Santa Catarina, onde a candidata será a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; em São Paulo, cujo nome ainda não foi definido, mas existem boas possibilidades de ser o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; e em Minas Gerais, para ajudar seu amigo de longa data, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel.
Cada vez mais à vontade no papel de articulador petista dentro do governo federal, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, tem se reunido com frequência com o vice-presidente Michel Temer e com o presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp (RO), para evitar trombadas entre PT e PMDB nos estados.
No sábado, durante reunião da tendência Movimento PT que sacramentou o apoio à reeleição de Rui Falcão para o comando partidário, Mercadante defendeu o empenho da militância para eleger o maior número de governadores, deputados federais e senadores. Mas alertou a importância de uma boa relação com os partidos aliados.
“Não se governa o país sem alianças e sem coalizão. Para se ter governabilidade é preciso compor politicamente”, afirmou.
Ao Correio, Mercadante repetiu que não será candidato ao governo paulista no ano que vem. Ao longo da semana passada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ser “muito cedo para uma definição sobre São Paulo” e que todos os nomes, inclusive o de Mercadante, continuavam no tabuleiro de escolhas do PT. “Eu agradeço a lembrança, mas enviei ao Diretório Nacional do partido uma carta reafirmando que permanecerei no ministério.
A melhor ajuda que posso dar para o país e para o meu partido, neste momento, é prosseguir cuidando da Educação”, justificou, tietado por militantes em um hotel de Brasília.
O cuidado com o PMDB é justificável.
Quatro dos cinco ministros da legenda devem deixar seus cargos para disputar um novo mandato no ano que vem.
Para evitar um princípio de rebelião do PMDB mineiro, que reclamava ter aberto mão de uma candidatura viável à prefeitura de Belo Horizonte sem nenhum tipo de compensação, Dilma nomeou o deputado federal Antonio Andrade para a Agricultura.
Mas o PR, o PP e o PDT, que também integram o primeiro escalão do governo federal, provavelmente estarão em um palanque oposto ao do PT, apoiando o candidato ligado ao presidenciável tucano, Aécio Neves (MG).

Ricardo Rosado de Holanda



Descrição Jornalista