Comportamento 05/01/2021 10:04

Organizador de festa clandestina interditada pela PMDF é servidor do STF

Rodrigo Bresler Antonello é analista judiciário e já esteve envolvido em outros problemas com a Justiça

O responsável pela organização da festa que tinha previsão de durar quatro dias em um hotel-fazenda no Gama é servidor do Supremo Tribunal Federal (STF)Rodrigo Bresler Antonello é analista judiciário da Coordenadoria de Processos Criminais da Corte e já esteve envolvido em outros problemas com a Justiça.

Nas redes sociais, ele aparece promovendo a Brave Party desde o anúncio do evento, em setembro, até pouco antes do início da festa, no dia 31 de dezembro. Após a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) fecharem o hotel – que contava com cerca de 300 pessoas no segundo dia de comemoração – , no entanto, não houve mais divulgação.

A atitude pode ser explicada por uma possível mudança do local da festa depois da interdição da Brave Party. Em uma conversa via WhatsApp obtida pelo Metrópoles, o servidor do STF manda uma mensagem com os dizeres: “E lá vamos nós… Último dia”, dando a entender que a festa teve prosseguimento. Segundo denúncias recebidas pela reportagem, o evento ocorreu em uma chácara de Brazlândia.

Em outras conversas obtidas a partir de um grupo com organizadores do evento, há o anúncio de que a festa não parou, mesmo após ter sido interditada. Um dos participantes questiona: “Normal hoje… pode ir, então?”. E recebe resposta afirmativa: “Sim!!! O line da noite foi para o dia”.

Em outro momento, um dos integrantes do grupo ironiza as reportagens que foram feitas denunciando o evento que descumpriu os decretos vigentes de prevenção à Covid-19.

“Queria só ver a cara do jornalista da Metropole (sic) com sucesso Brave”, diz.

Deu em Metrópoles

Ricardo Rosado de Holanda



Descrição Jornalista