Sem categoria 28/12/2013 06:07

Walfredo Gurgel pode ficar sem ortopedistas

Por fatorrrh_6w8z3t

Os ortopedistas do Hospital Walfredo Gurgel alertam: a maior unidade hospitalar do estado pode ficar sem o atendimento destes profissionais a partir de meados de janeiro.
O motivo é que a direção do hospital não conseguiu fechar a escala de plantão para o período a partir do dia 22 dezembro.
E para que a população não fique sem atendimento, principalmente no período que compreende as festas de final de ano, quando a demanda cresce consideravelmente, os profissionais resolveram antecipar a escala de trabalho de janeiro.
De acordo com uma recomendação do Conselho Regional de Medicina, a escala de plantão dos ortopedistas deve ter no mínimo três médicos da especialidade por turno. Em acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, intermediado pelo Ministério Público, os ortopedistas anteciparam a escala com a promessa de que o problema seria resolvido, com o remanejamento de mais profissionais para o Walfredo.
A contratação de uma cooperativa também foi uma das alternativas cogitadas na reunião.
“O mês está acabando, e até agora nenhuma movimentação para solucionar o caso. A nossa maior preocupação é que a partir do dia 12 de janeiro o Walfredo vai ficar sem atendimento de ortopedia e traumatologia. E quem sai perdendo com isso é a população”, alerta Tiago de Medeiros Almeida, conjuntamente com todos os ortopedistas lotados no Walfredo.
O problema da falta de profissionais no Walfredo Gurgel não é de hoje. Nos últimos dois anos, nada menos do que 15 médicos ortopedistas lotados no Walfredo foram afastados por aposentadoria ou pedido de exoneração, sem que tenha sido feita a reposição dos profissionais. E a demanda de atendimentos só cresce a cada dia. Além disso, as condições de trabalho oferecidas aos poucos profissionais existentes são péssimas, com falta de vagas, falta de material para cirurgia, entre outros.
“Estamos fazendo a nossa parte, mas a Sesap tem que procurar resolver o problema e contratar mais médicos. A saúde é um direito de todos, mas um dever do Estado. E se a escala de janeiro não for completada, só quem sai perdendo é a população”, finaliza Tiago Almeida.
Fonte: Assessoria
Ricardo Rosado de Holanda



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